Pareceram-me relevantes algumas considerações feitas pelo Provedor do Leitor do JN (Jornal de Notícias), Fernando Martins na edição de Domingo, 11 de Maio. São considerações que tocam em aspectos já abordados nas aulas, tais como a objectividade e critérios jornalísticos.
Diz Fernando Martins que “o jornalismo não pode deixar de ser subjectivo, ainda que obedecendo a critérios profissionais que, maioritariamente, recolhem amplo consenso social.” Prova disso é a “frequente coincidência dos temas escolhidos pelos vários jornais para manchete, e os alinhamentos dos noticiários das televisões e das rádios.”
Apesar desta proximidade de critérios, existem elementos de determinados grupos que contestam, “com frequência, as opções dos media”.
Esta apreciação de Fernando Martins surge na sequência de críticas feitas ao JN, nomeadamente por Cristiano Ribeiro, elemento do Partido Comunista Português, pelo convite endereçado a Edgar Correia para integrar a secção “Opinião”. Cristiano Ribeiro vê neste convite uma manifestação hostil para com o PCP; falta de precisão, de rigor e de correcção do jornal no que respeita ao partido. Aponta ainda a “utilização do jornal como porta voz de uma corrente minoritária e auto-excluída que o instrumentaliza”. Diz entender a diferença entre opinião e informação mas lembra “quão complementares podem ser as mensagens desses dois planos, quando existe uma orientação sectária e decriminatória”. A Direcção do JN repudia estas acusações, considerando-se apartidária, orientada por critérios estritamente jornalísticos.
O “equilíbrio entre o rigor e o forte apelo ao interesse dos leitores” é objectivo do JN, embora nem sempre isso seja conseguido, diz Fernando Martins, porque “se Deus quisesse que fossemos objectivos, tinha-nos feito objectos”; como nos fez humanos é inevitável ser subjectivos. O que dá azo a equívocos.
Sara Sá, n.º 31570
13.05.03
Diz Fernando Martins que “o jornalismo não pode deixar de ser subjectivo, ainda que obedecendo a critérios profissionais que, maioritariamente, recolhem amplo consenso social.” Prova disso é a “frequente coincidência dos temas escolhidos pelos vários jornais para manchete, e os alinhamentos dos noticiários das televisões e das rádios.”
Apesar desta proximidade de critérios, existem elementos de determinados grupos que contestam, “com frequência, as opções dos media”.
Esta apreciação de Fernando Martins surge na sequência de críticas feitas ao JN, nomeadamente por Cristiano Ribeiro, elemento do Partido Comunista Português, pelo convite endereçado a Edgar Correia para integrar a secção “Opinião”. Cristiano Ribeiro vê neste convite uma manifestação hostil para com o PCP; falta de precisão, de rigor e de correcção do jornal no que respeita ao partido. Aponta ainda a “utilização do jornal como porta voz de uma corrente minoritária e auto-excluída que o instrumentaliza”. Diz entender a diferença entre opinião e informação mas lembra “quão complementares podem ser as mensagens desses dois planos, quando existe uma orientação sectária e decriminatória”. A Direcção do JN repudia estas acusações, considerando-se apartidária, orientada por critérios estritamente jornalísticos.
O “equilíbrio entre o rigor e o forte apelo ao interesse dos leitores” é objectivo do JN, embora nem sempre isso seja conseguido, diz Fernando Martins, porque “se Deus quisesse que fossemos objectivos, tinha-nos feito objectos”; como nos fez humanos é inevitável ser subjectivos. O que dá azo a equívocos.
Sara Sá, n.º 31570
13.05.03
